Como podemos trabalhar a mudança da nossa escolha amorosa?
Falaremos sobre o famoso ” dedo podre ” nos relacionamentos.
Dentro desse tema veremos 5 estratégias para podermos trabalhar
nossos modelos internos de funcionamento. Modelos que nos fazem
escolher o mesmo padrão de pessoas que não nos satisfazem, fazendo-nos
seguir vivendo uma sequência de relacionamentos que não nos fazem bem,
relacionamentos insatisfatórios e que geram sofrimento. Este tema
costuma ser um problema para a maioria das pessoas!
Por isso quero compartilhar com vocês estratégias de como nós podemos
alterar nossos modelos internos e consequentemente modificar nossas
escolhas amorosas. Deixe-me primeiro questionar a forma de enxergar um
dos mitos mais conhecidos popularmente sobre amor: ” segue o seu
coração”! Linda frase MAS nestes casos o coração não é um bom
conselheiro porque se você agir sempre de acordo com as suas emoções e
impulsos pode acabar sempre no mesmo lugar e se você está lendo estas
linhas provavelmente é o que tem ocorrido e o que deseja mudar. Você
precisará lidar com algum nível de desconforto se quiser promover
mudanças eficazes na vida não só nos relacionamentos. Dito isto, vamos lá:
ESTRATÉGIA 01
1) Liste as características das pessoas que você se relacionou que te
incomodavam. O que você não gostava? Era alguém que não te
procurava? Não demonstrava afeto, carinho? Era uma pessoa que
você considerava “pegajosa” demais? Era alguém que não tinha
disposição para o trabalho e nem perspectiva de vida? Foi alguém
infiel? Ter clareza do que te incomoda, do lugar onde não deseja estar
mais é importante.
ESTRATÉGIA 02
2) Estas características que listei de alguma maneira encontro nos
meus cuidadores (pai, mãe, avós, padrasto, madrasta…)? Você vai se
perguntar: meus cuidadores possuíam essas características? Meus
pais ou as pessoas que estiveram presente na minha criação também
agiam dessa forma durante a minha infância, ou adolescência?
Mas qual é o objetivo de listar e identificar que me aproximo de pessoas
parecidas com aquelas com as quais me relacionei na infância? A
importância disso é fazer você entender que isso é um
comportamento aprendido, não é uma sina que você carrega durante
toda a vida.
ESTRATÉGIA 03
3) Perguntar-se: quando não repeti o padrão familiar será que não
“caminhei” exageradamente para o lado oposto? Existem pessoas
que fazem exatamente o oposto do que aprenderam no passado. Na
tentativa de não viverem esses esquemas elas caem neles por
atuarem no extremo contrário.
Por exemplo: com medo de viver um relacionamento frio a pessoa se
aproxima de alguém que “gruda demais”, muito intenso nas emoções,
por exemplo. Ou na tentativa de não ser alguém submisso se torna
excessivamente controlador nas relações.
ESTRATÉGIA 04
4) Liste o que te atraiu nas pessoas que você se envolveu?
a) Quais características tem as pessoas que te provocam interesse?
b) Será que estas características que te atraem não escondem
justamente o que você sente falta depois numa relação?
Vou citar um exemplo, vamos supor que o que mais te atraia numa
pessoa é a inteligência, então para que você consiga ficar com alguém,
essa pessoa tem que ser muito inteligente e naquele momento em
que você está flertando mesmo que veja outras características nela
que poderiam sinalizar algum desconforto ou “perigo”, você
permanece focado apenas na inteligência e quando esse flerte se
torna um relacionamento sério essa característica que é a inteligência
pode se tornar um problema, pois, você não enxergou que essa
pessoa é racional demais e o que sente mais falta quando está num
relacionamento sério é de afeto e carinho! Outro exemplo: a
característica que mais te agrada em alguém é a pessoa que é muito
“boazinha”, sempre disponível e solícita. Você foca em encontrar uma
pessoa assim e quando começam a namorar, a pessoa “boazinha” se
torna “sem graça” pra você. É aquela pessoa que não tem atitude, é
sempre você que tem que tomar iniciativas e isso te cansa, porém, ela
sempre foi assim, mas você não conseguiu ver porque estava focado
na característica que mais te agradava.
ESTRATÉGIA 05
5) Ao conhecer alguém com potencial para um novo padrão de
relacionamento: Dê tempo! Não fuja rápido demais e não torne sério
rápido demais. As pessoas que tem a probabilidade de te satisfazerem
emocionalmente vão te fazer, inicialmente, sentir algum desconforto,
por exemplo, você encontra uma pessoa incrível que te apoia,
trabalha, te motiva, é atenciosa, quer crescer na vida e você
simplesmente desiste de se relacionar com ela! Você diz: “ai, gente
não deu liga, não bateu a química, não sei dizer mas não rolou” A
ausência de informações concretas e objetivas que justificassem a
saída desse relacionamento pode ser um indicador da quebra da
coerência cognitiva do esquema disfuncional. Neste exemplo
conseguimos reconhecer que a pessoa não está acostumada a ser
tratada bem. A vida inteira ela viveu um padrão totalmente diferente
do que o outro está oferecendo agora. É desconfortável o novo. O
modelo anterior era ruim mas era familiar. Então como fazer para não
seguir o mesmo padrão nesse caso? Dê tempo! Dê um tempo para
você conhecer melhor esta pessoa porque o seu coração, as suas
emoções podem resistir a ser tratado de uma forma diferente. Dê
tempo para construir e se habituar ao novo modelo. Analise todos os
pontos de uma relação, equalize as exigências, não foque em uma
característica só. Não adianta nada se na sua relação o sexo for
incrível, mas as outras questões estão sendo deixadas de lado, se é
uma pessoa inteligente mas não é afetuosa, é determinada mas é
agressiva, é boazinha mas é passiva, não é arrogante mas é
dependente… é preciso equilibrar todos os aspectos dentro do seu
relacionamento, comece equilibrando o seu olhar, através do
autoconhecimento que estes exercícios te proporcionarão. Para
concluirmos, vamos retomar o que vimos:
1) Saber as características que não gostamos numa relação;
2) Relacionar com a personalidade de nossos cuidadores;
3) Verificar se não caminhei para o extremo oposto;
4) Entender se o que me chama a atenção no flerte não esconde a
característica que me incomoda posteriormente na relação.
5) Diante de um novo padrão dê tempo para habituar-se!
Desejo fortemente que você possa construir vínculos afetivos mais
saudáveis e satisfatórios.
*Texto extraído da live do perfil: @vossparceria
