Primeira Sessão: Avaliação Inicial e Estabelecimento de Relacionamento
1. Boas-vindas e Introdução:
- O terapeuta acolhe o paciente e explica a estrutura da sessão. A introdução inclui uma breve explicação sobre o que é a TCC e como ela funciona.
2. Coleta de Informações:
- História do paciente: O terapeuta faz perguntas para entender a história clínica do paciente, incluindo sintomas atuais, eventos de vida significativos, histórico de saúde mental e física, e antecedentes familiares.
- Problemas e Sintomas: O terapeuta pede ao paciente que descreva os problemas específicos que o trouxeram à terapia e os sintomas associados.
- Objetivos Terapêuticos: O paciente é incentivado a definir metas para a terapia. Isso pode incluir alívio de sintomas, melhora de comportamentos específicos ou desenvolvimento de habilidades de enfrentamento.
3. Explicação da Estrutura da TCC:
- O terapeuta fornece uma visão geral de como a TCC funciona, incluindo o foco em pensamentos, emoções e comportamentos. Explica-se também a natureza colaborativa da terapia e a importância das tarefas de casa.
4. Estabelecimento de Relacionamento:
- Criar um ambiente de confiança é crucial. O terapeuta trabalha para construir um relacionamento terapêutico sólido, mostrando empatia, compreensão e apoio.
Segunda Sessão: Formulação do Caso e Planejamento do Tratamento
1. Revisão da Sessão Anterior:
- O terapeuta revisa as informações coletadas na primeira sessão e verifica se há algo mais que o paciente gostaria de adicionar ou esclarecer.
2. Formulação Cognitivo-Comportamental:
- Identificação de Pensamentos Automáticos: O terapeuta começa a ajudar o paciente a identificar pensamentos automáticos negativos ou distorcidos que ocorrem em situações específicas.
- Identificação de Padrões de Comportamento: O terapeuta explora os comportamentos que resultam desses pensamentos e como eles impactam a vida do paciente.
3. Explicação da Relação Pensamento-Sentimento-Comportamento:
- O terapeuta explica como os pensamentos influenciam sentimentos e comportamentos, utilizando exemplos específicos do paciente.
4. Estabelecimento de Metas Terapêuticas:
- As metas são refinadas e detalhadas, tornando-as específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e baseadas em um período de tempo (SMART).
5. Introdução das Primeiras Técnicas:
- O terapeuta introduz técnicas básicas de TCC, como o registro de pensamentos, e pode ensinar ao paciente uma técnica de relaxamento ou mindfulness para começar a gerenciar a ansiedade ou o estresse.
Terceira Sessão: Implementação das Técnicas e Tarefas de Casa
1. Revisão da Sessão Anterior e Tarefas de Casa:
- O terapeuta revisa qualquer tarefa de casa dada na sessão anterior, discutindo o que foi útil e o que foi desafiador.
2. Implementação de Técnicas Cognitivas:
- Reestruturação Cognitiva: O paciente começa a aprender como desafiar e reestruturar pensamentos distorcidos. O terapeuta pode utilizar exemplos reais trazidos pelo paciente para praticar essa técnica.
- Diário de Pensamentos: O terapeuta ensina como manter um diário de pensamentos para registrar situações, emoções e pensamentos automáticos, bem como respostas alternativas mais realistas.
3. Implementação de Técnicas Comportamentais:
- O terapeuta pode introduzir atividades comportamentais, como a exposição gradual a situações temidas ou a programação de atividades agradáveis para combater a inatividade e o isolamento.
4. Planejamento das Próximas Sessões:
- O terapeuta e o paciente discutem o plano para as próximas sessões, estabelecendo um foco contínuo para o trabalho terapêutico. Isso pode incluir a introdução de novas técnicas, a exploração de novos temas ou o aprofundamento em questões específicas já identificadas.
Conclusão das Primeiras Sessões
As primeiras sessões de TCC são cruciais para estabelecer uma base sólida para o tratamento. Durante essas sessões, o terapeuta e o paciente trabalham juntos para entender melhor os problemas do paciente, definir objetivos claros e começar a implementar técnicas práticas que ajudarão na mudança cognitiva e comportamental. O processo é colaborativo e visa capacitar o paciente a tomar um papel ativo em sua própria recuperação.
